29 de maio de 2026
Os ativos do REG/Replan tiveram mais um resultado positivo no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados divulgados pela Funcef, tanto o REG/Replan Saldado quanto o REG/Replan Não Saldado registraram rentabilidade superior às metas atuariais estabelecidas para o período, mantendo a trajetória de recuperação observada nos últimos anos. Resultado importante para os participantes e assistidos do plano, pois afasta o risco de novos equacionamentos.
O REG/Replan Saldado alcançou rentabilidade de 3,13%, enquanto o REG/Replan Não Saldado registrou 3,10%. Ambos os resultados ficaram acima das respectivas metas atuariais e também superaram a média dos fundos de pensão no período, segundo levantamento da consultoria Aditus.
Para os aposentados e pensionistas, o resultado é mais uma indicação de estabilidade dos planos. Isso porque o desempenho vem sendo sustentado por uma estratégia de investimentos voltada à previsibilidade e à redução de riscos.
“Os resultados são positivos, especialmente porque foram alcançados em um ambiente de muitas incertezas econômicas. A estratégia de imunização da carteira mostrou que está funcionando nos planos de Benefício Definido, como o REG/Replan. Outro aspecto importante é que o resultado não dependeu de um único fator, mas de um conjunto de medidas e de uma carteira diversificada”, avalia o presidente da AEA-PR e da Fenacef, Valfrido Oliveira.
Estratégia focada em segurança
Segundo a Funcef, mais de 85% dos recursos do REG/Replan estão aplicados em renda fixa. Nos últimos anos, a Fundação adotou uma estratégia conhecida como “imunização da carteira”, que busca alinhar os investimentos às obrigações futuras dos planos, reduzindo os impactos das oscilações do mercado.
Outro fator importante é a diversificação dos investimentos. Além da renda fixa, o REG/Replan possui participação em imóveis, cuja contribuição para o resultado ainda não aparece integralmente nos números do primeiro trimestre. Isso ocorre porque a valorização desses ativos é contabilizada apenas ao final do ano, após avaliações técnicas.
Valfrido observa que o cenário econômico ainda exige cautela, mas considera que a Funcef tem conseguido manter uma gestão consistente. “A eleição presidencial de 2026 é tratada pelo mercado como evento de alto risco e a economia deve desacelerar no 2º semestre. Contudo, a Fundação tem demonstrado confiança porque trabalha com planejamento de longo prazo. Os resultados do trimestre mostram disciplina na gestão e reforçam a perspectiva de continuidade desse trabalho, mesmo diante dos desafios que ainda estão por vir”, afirma.
Resultados dos demais planos
Os demais planos administrados pela Funcef também apresentaram desempenho positivo no primeiro trimestre. Entre os planos de Contribuição Definida, o Novo Plano CD e o REB CD registraram rentabilidades de 3,52% e 3,68%, respectivamente, superando a meta de 3,07% para o período e destacando-se pelo bom desempenho da carteira de ações.
Já entre os planos de Benefício Definido, o Novo Plano BD alcançou retorno de 3,14% e o REB BD registrou 3,03%, resultado muito próximo da meta atuarial. Segundo a Fundação, os números demonstram que a estratégia adotada tem contribuído para manter o equilíbrio e a sustentabilidade dos diferentes planos, mesmo em um cenário global de incerteza geopolítica, expectativa de aumento da inflação e grande volatilidade nos mercados de capitais.
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