19 de fevereiro de 2025
A Funcef divulgou recentemente a Política de Investimentos para os próximos cinco anos. O documento define os objetivos e as estratégias de alocação dos Recursos Garantidores dos Planos de Benefícios (RGPB) que irão orientar a gestão de ativos de cada plano, de acordo com os compromissos atuariais específicos.
Segundo a Funcef, o foco da Política de Investimentos 2025-2029 é proporcionar a melhor composição na carteira de investimentos a fim de garantir a liquidez necessária para o pagamento de benefícios aos participantes da Fundação.
A Política de Investimentos também é revisada anualmente para garantir que suas projeções sejam confiáveis e estejam alinhadas ao cenário econômico nacional e internacional, de acordo com o diretor de Investimentos e Participações, Gustavo Portela.
Como é elaborada a Política de Investimentos
A Fundação possui analistas dedicados à projeção e ao acompanhamento de indicadores macroeconômicos e de mercado, com o objetivo de subsidiar a tomada de decisão para adequação da carteira de forma defensiva ou de forma a aproveitar oportunidades de mercado.
As Políticas de Investimentos dos planos de benefícios da Funcef são elaboradas pela Gerência de Macroalocação de Recursos e Cenários e aprovadas pela Diretoria Executiva e, também, pelo Conselho Deliberativo. “Isso demonstra a importância de que os representantes eleitos por nós, assim como os indicados pela Caixa, tenham a capacidade de analisar os dados apresentados para tomada de decisões conscientes”, afirma Marilda Bueno, representante do Conselho Deliberativo da AEA-PR.
Novo Plano CD e REB CD (ativos)
No caso destes planos que estão em fase de acumulação de recursos, a diversificação, com exposição a diferentes classes de ativos é a diretriz fundamental.
“Embora esses planos estejam mais expostos ao risco de mercado, momentos de estresse criam oportunidades atrativas. Por isso, temos a expectativa de aumentar a fatia dos títulos de renda fixa com taxas de retorno superiores ao índice de referência dos planos”, afirmou o diretor de Investimentos, Gustavo Portela.
Novo Plano BD e REB BD (assistidos)
Como estes planos reúnem apenas participantes aposentados e pensionistas e, portanto, demandam mais estabilidade e previsibilidade, a estratégia é manter na carteira uma fatia de 90% de títulos públicos até o seu vencimento.
Como fica o REG/Replan
Um dos principais pontos a serem destacados é que, pela primeira vez, novos aportes de recursos no REG/Replan Saldado e Não Saldado serão aplicados exclusivamente no segmento de renda fixa, como parte da estratégia para melhorar a saúde financeira do plano, considerando o seu perfil maduro.
O REG/Replan Saldado possui plano de equacionamento vigente, assim, necessita de um retorno adicional de modo a recuperar o equilíbrio, pois ainda enfrenta risco de solvência. Já o REG/Replan não saldado conseguiu atingir o equilíbrio de solvência.
As Políticas de Investimentos destes dois planos buscam alcançar o retorno necessário por meio de ativos de renda fixa, reduzindo a exposição ao risco de mercado e realizando a imunização do passivo.
Iniciada em 2022, essa estratégia envolve duas frentes. A primeira é a proteção da carteira de investimentos dos efeitos da variação das taxas de juros e inflação por meio da aquisição de títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação (NTN-Bs) com taxas de retorno superiores à meta atuarial.
A segunda é o casamento entre os fluxos de recebimento dos títulos públicos e os compromissos de pagamento de aposentadorias e pensões, para manter a carteira mais líquida para atender às obrigações do plano, explica o gerente de Macroalocação, Raphael Fonseca.
Análise das medidas
Com esta abordagem, segundo a Funcef, obteve-se uma uma relevante redução do risco estimado para o mesmo patamar de rentabilidade.
“O resultado dos investimentos têm tido resultados positivos, entretanto a exigência crescente do Passivo, deve ser observada de perto. Nos últimos anos, a atualização dos equacionamentos, por exemplo, ‘consumiu’ boa parte do resultado, o que gerou déficits”, aponta Marilda Bueno.
O documento mostra que, apesar da Meta Atuarial ser a menor para o REG/Replan saldado, o objetivo a ser perseguido (benchmark), é maior: 5,7% a.a. Isto significa que os Ativos precisam gerar, no mínimo, este resultado para que haja efetivo equilíbrio. E somente com resultados superiores é que será possível reduzir, de fato, o risco de novo equacionamento.
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