Diretor da Funcef alerta associados sobre manter vigilância sobre o Fundo de Pensão

O diretor eleito da Funcef, Délvio Brito, passou pelo Paraná na semana passada e esteve com associados da região de Pato Branco e Foz do Iguaçu e se reuniu também com representantes da AEA-PR e APCEF-PR, em Curitiba.

Em Pato Branco, houve participação expressiva de associados da região no encontro. “O encontro foi um sucesso. Mais de 80 pessoas presentes, com presença de colegas de várias cidades: Dois vizinhos, Coronel Viva, Mangueirinha, Realeza. Locais a mais de 150 km de distância. Um motivador para o trabalho que realizamos”, conta o vice-presidente Dirceu Baldi Rosa.


Palestra em Pato Branco

Em Foz do Iguaçu, também houve um ótimo engajamento dos aposentados na reunião. “A reunião foi muito proveitosa, com muitos colegas podendo tirar suas dúvidas.  O diretor Délvio foi muito prestativo em responder às questões”, conta a representante regional, Rosemari Rodrigues.

O presidente da AEA-PR, Valfrido Oliveira, o vice-presidente, Dirceu, e a diretora de Saúde, Márcia Krambeck, também participaram dos encontros, para esclarecimentos diversos sobre a AEA-PR, Saúde Caixa, entre outros temas.

As reunioes terminaram com boa comida e bate-papo. Em Curitiba, a reunião com representantes foi na APCEF-PR, com apoio do presidente da Associação, Vilmar Smirdale.

Palestra em Foz do Iguaçu

Panorama da Funcef

O atual panorama da Fundação ainda demanda vigilância e cuidado. Um dos pontos que Délvio alerta é quanto ao olhar sobre investimentos. “Hoje estamos de novo diante de uma situação, em que se voltou a defender os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) dentro dos fundos de Pensão. Continuamos insistindo de que esta não é a melhor solução para nós”, defende o diretor.

Délvio Brito esclareceu que de 53 FIPs que receberam investimentos no passado, apenas três tiveram bons resultados. No caso do FIP Sondas, por exemplo, foram investidos mais de R$ 1 bilhão e houve perda total.

Com a entrada dos diretores eleitos, conseguiu-se travar novos investimentos desse tipo, o que permitiu uma estabilização e uma melhor situação hoje, em comparação com outros fundos de pensão que continuaram apostando em investimentos de risco.

Diante do deficit atual, os FIPs são encarados por alguns como meio de gerar maiores lucros. Délvio defende que novos FIPs devam ser avaliados de forma mais profunda. “Precisamos avaliar nas regulamentações de experiências passadas o que deu certo e o que deu errado”.

Segundo o Diretor de Benefícios, entre janeiro e junho de 2019 foram contabilizadas perdas de cerca de R$ 525 milhões.  Um dos principais fatores foi a queda das ações da Vale, em virtude da tragécia em Brumadinho. Hoje a Funcef tem 58,93% dos recursos investidos em renda fixa, 24,33% em renda variável e 8,7% em investimentos imobiliários.

Extensão de prazo do equacionamento

A expectativa relativa à possível expansão do prazo de equacionamento, que surgiu com a Resolução CNPC 30/2018, vem encontrando barreiras, diz Délvio. A possibilidade de extensão do prazo por todo período previsto de pagamento do benefício possui alguns condicionantes, explica o diretor.

Uma dessas condições é que o equacionamento deve abranger a totalidade do deficit acumulado e, no caso de 2014 e 2015, o parâmetro foi o valor mínimo. Este ponto está gerando problemas e demandou consultas à Previc. Após análise dos planos, a Superintendência determinou que então seria necessário aumentar o valor equacionado de 2014 e 2015 e incluir o de 2017.

“Como resultado dessas demandas, deve haver uma redução de 16% na contribuição extraordinária. Devemos ponderar o quanto vale a pena.  Estamos concluindo os estudos de solvência para então entrar em processo decisório, o que só deve ter uma conclusão no fim do ano”, esclareceu Délvio.

Perspectivas futuras

Diante do atual cenário e volatilidade do mercado, Délvio acredita que a cobrança da contribuição sobre 13. salário será mantida. Em relação à situação do plano, cita a influência do cenário econômico e nacional e mundial nos resultados.

“Se a Vale e outras carteiras de renda variável conseguirem se recuperar poderemos ter o primeiro superávit acumulado e cogitar uma revisão do equacionamento. O cenário atual, porém, é de incertezas. Em agosto, as ações despencaram. A guerra econômica entre China e EUA podem afetar a Vale. É fundamental que a vigilância continue pois não podemos mais entrar em novos ciclos negativos”, aponta.