Mais de 70 associados do Paraná participaram do 40º  Simpósio da Fenacef, na Praia do Forte, na Bahia. E encontro promoveu  apresentações e debates sobre os temas: Previdência complementar, prestações de contas da Fenacef, Caixa, Fenae, Fenag e Funcef. Além das plenárias, o Simpósio também contou com programação cultural e de lazer com celebrações e apresentações artísticas para os mais de mil participantes.

“O Simpósio trouxe boas notícias aos participantes, principalmente na fala dos diretores eleitos da Funcef, que afirmaram a possibilidade de redução das contribuições extraordinárias. Isto é um sinal do bom trabalho que estão fazendo e de que a Funcef está recuperando sua saúde financeira”, conta Valfrido Oliveira, futuro presidente da AEA-PR.

Valfrido destacou a importância e a boa organização do evento, mas chamou atenção sobre necessidade de maior engajamento do público nas discussões de interesse, visão apontada também por outros representantes da AEA-PR presentes, como a vice-presidente da AEA-PR Olga Pchek.  “O evento foi muito positivo, mas entendo que deva haver maior participação dos colegas nas plenárias”, defende.

O diretor de patrimônio da AEA-PR, Benedito Bonacordi, é um dos organizadores do evento. A delegação do Paraná foi destacada na cerimônia de encerramento, com a homenagem ao mais experiente e à mais jovem participante de todo evento, Durski e Vanessa. 

 

 

Criação do Conecef-A

Durante o mês de agosto, diversas AEAs do país puderam apresentar proposições para o Simpósio sobre temas, como associações, Funcef e Caixa. A AEA-PR abriu  consulta a todos associados. Uma das propostas apresentadas pela AEA-PR e aprovadas em plenária, foi a criação do “Conecef- A” (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal), voltado exclusivamente para os aposentados.

Segundo o presidente da AEA-PR, Jesse Krieger, a Fenacef vai analisar a melhor forma de implementação da proposta. “O que propomos é que seja realizado um encontro antes do Conecef, entre aposentados, para compilação de informações e formulação de pautas específicas a serem integradas na agenda oficial de reivindicações do Conecef. O objetivo é gerar maior aprofundamento sobre os temas”, explica Jesse.

 

 

 

Caixa e Saúde Caixa

Um dos pontos destacados pelo diretor executivo de gestão de pessoas da Caixa, Roney Granemann, foram as reclamações relativas ao Saúde Caixa e os mais de R$ 1 milhão em multas que tiveram junto à ANS, em virtude dessas denúncias. Roney orientou que os usuários não deixem de reclamar, de forma a impulsionar e melhoria dos serviços. No entanto, solicitou que sejam utilizado os canais internos de ouvidoria da Caixa e Saúde Caixa para tal fim. Sobre o custeio do plano, reforçou que o formato 30% – 70% está garantido só até 2021. Sobre a privatização da Caixa, acredita que não há a menor condição de ocorrer, visto que hoje o banco conta com mais de 90  de CPFs como clientes.

Segundo o presidente da AEA-PR, ao término do Simpósio,  foi aprovada, em reunião com o Conselho Deliberativo da Fenacef, a contratação do escritório Fachin Advogados para ingressar, por meio das AEAs, com ação coletiva para impugnação das Resoluções 22 e 23 da CGPAR, a exemplo da ação movida pela ANABB.

 

Plenária com diretores da Funcef

Carlos Vieira, presidente da Funcef, destacou que a Fundação teve o melhor resultado já apurado dos últimos sete anos, no ano de 2017 (R$ 6,9 bi). Contribuíram para o bom resultado, as medidas anticorrupção, maior austeridade na análise de investimentos, adoção de medidas de modernização e de redução de custos, implantação de  Comissões Técnicas de Apuração e a reestruturação do setor jurídico.

O gerente jurídico da Funcef, Paulo Chuery,  informou que cerca 1.498 processos foram encerrados entre 2016 e 2018 com quase 79% de êxito nos processos. O valor atual provisionado é R$ 982 milhões, contra cerca de R$ 1,36 bilhões,  em dezembro de 2017.

Os diretores apontaram como desafios atuais da gestão,  a redução dos equacionamentos e o equilíbrio dos planos. Segundo Délvio Brito, diretor de Benefícios, espera-se que a Funcef feche o ano com superávit superior a R$ 2 bilhões, o que poderá gerar redução no plano de equacionamento a partir de 2020.

Sobre a alteração da Resolução CGPC 26/2018, que prevê a possibilidade de extensão da duração dos planos de equacionamento, Delvio explicou que a extensão do prazo deve ser comprovada e demonstrada mediante estudo de liquidez e solvência e que caberá  à Funcef definir sobre a revisão ou não dos planos. Em simulações realizadas, estimou-se redução de 25% da alíquota, sem qualquer revisão dos demais parâmetros utilizados.

 

A plenárias foram transmitidas ao vivo pela página da Fenacef.

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