Entidades representativas reforçam mobilização nacional em defesa do Saúde Caixa

7 de outubro de 2025

As negociações em torno do Saúde Caixa entraram em um momento crítico. Nesta terça-feira, 7 de outubro, ocorre o Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Saúde Caixa, convocado por entidades representativas de empregados, aposentados e pensionistas da Caixa em todo o país.

A mobilização faz parte da campanha “Transparência é o melhor remédio”, que já conta com mais de 36 mil assinaturas em um abaixo-assinado nacional (disponível em change.org).

A data coincide com o segundo dia previsto para reuniões das Mesas Permanentes de Negociação, que têm revelado impasses importantes. Porém, as mesas dessa terça-feira foram canceladas pela Caixa.

Na reunião desta segunda-feira, a Caixa apresentou uma proposta considerada inaceitável pelos representantes dos empregados e aposentados. O banco propôs reajuste de 12% no plano e manteve o teto de 6,5% da folha de pagamento, sem retorno ao modelo de custeio 70/30.

Além disso, a proposta prevê aumento da contribuição dos titulares, de 3,5% para 5,5%, elevação do valor por dependente de R$ 480 para R$ 672 e teto por grupo familiar de 12% da remuneração base. As entidades encerraram a reunião em protesto e afirmaram que só retomarão o diálogo mediante uma proposta “justa e respeitosa”.

“A Caixa mais uma vez demonstra desrespeito aos seus empregados e aposentados. Enquanto circulamos um abaixo-assinado com mais de 36 mil assinaturas, a Caixa apresenta uma proposta indecorosa, que ignora totalmente os nossos pedidos e transfere todo o ônus para os beneficiários”, afirmou Valfrido Oliveira, presidente da Fenacef.

As entidades reforçam que o Saúde Caixa é uma conquista histórica e essencial para a saúde e a qualidade de vida dos empregados da ativa e aposentados. O movimento nacional desta semana busca pressionar a direção do banco a rever sua postura, apresentar dados financeiros de forma transparente e negociar soluções equilibradas, que garantam a sustentabilidade do plano sem penalizar os beneficiários.

“Em vez de buscar soluções que melhorem a gestão e a sustentabilidade do plano, o banco apresenta medidas paliativas que não resolvem os problemas. É inadmissível que uma empresa que tem registrado lucros expressivos nos últimos trimestres trate seus empregados com tamanho descaso”, reforçou Valfrido Oliveira. 

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