12 de maio de 2025
Martha e Wanda: uma maternidade feita de recomeços, coragem e amor “fora das medidas”
Nem toda história de mães cabe nas embalagens perfeitas das propagandas da data comemorativa. A maternidade não é uma só: ela é feita de nuances, de jornadas singulares e nem sempre lineares, de vínculos que se constroem de diferentes formas. Por isso, neste Dia das Mães, a AEA-PR escolhe contar uma história que fala de amor, mas também de perda, de coragem, de recomeço. A história da associada Wanda Cabel e seus filhos.
Wanda, aposentada da Caixa, vive há 39 anos ao lado do companheiro Ederclainton Ribeiro. O casal foi presenteado com a maternidade duas vezes – e cada uma dessas experiências foi única e profundamente transformadora.
A primeira delas começou em 1990, quando Wanda deu à luz Emerson, seu primeiro filho, aos 35 anos. Ele nasceu prematuro e com síndrome de Down. Por conta de uma grave cardiopatia, sua passagem pela vida da família foi breve. “A dor do luto tomou lugar”, conta Wanda.
Anos mais tarde o desejo de vivenciar o amor maternal, do cuidar e acolher não havia se apagado. Surgiu, então para o casal, a ideia da adoção e iniciaram tão logo os movimentos junto à justiça para viabilizá-lo. A “gestação” da adoção durou 10 meses, conta Wanda. E assim, chegou até eles uma linda menina, de 26 dias, que recebeu o nome de Martha.
Martha cresceu cercada de afeto, de estímulo, de presença. “Acompanhamos de perto suas dificuldades, experiências, aprendizados e superação dos obstáculos que encontrou pelo caminho. Não só pude aprender com ela, como ela também nos ajudou a superar nossas próprias dores e desafios”, diz Wanda.
Ser mãe da Martha porém também trouxe inquietações. “Tinha muito medo de envelhecer e adoecer antes de bem encaminhá-la para a vida adulta com autonomia”, conta Wanda, que adotou a filha aos 43 anos. O receio tinha seu sentido, mas felizmente não se confirmou: Martha cresceu, estudou, fez intercâmbio, aprendeu idiomas, se formou e se especializou em segurança da informação.
“Nossa diferença de idade e gerações é um desafio, mas ser filha da Wanda é uma benção. Sei que ela quer o melhor pra mim e me apoia muito. Com ela aprendi a pensar a longo prazo, medir a consequência das minhas ações e simplicidade do viver com saúde, sem a necessidade de bens supérfluos”, conta a filha.
Hoje, aos 26 anos, Martha é uma mulher independente e determinada, diz a mãe. “Nossa ligação é muito próxima. Como mãe e amiga, admiro muito a pessoa que ela se tornou, pela bondade e integridade que fazem parte do seu caráter”.
Neste Mês das Mães, a AEA-PR homenageia todas as mulheres que, como Wanda, vivem a maternidade em suas formas mais humanas, diversas e reais. Que acolhem, que sofrem, persistem, que aprendem e acreditam em seus filhos. Enfim, que vivenciam e compartilham o amor em sua forma mais ampla e pura.
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