10 de abril de 2025
Na tarde do dia 7 de abril, a sede da AEA-PR, em Curitiba, foi palco de um encontro com a presença do presidente da Funcef, Ricardo Pontes, e do diretor de Benefícios, Jair Pedro Ferreira. O evento reuniu mais de 80 associados, membros da diretoria e do Conselho Deliberativo da AEA-PR, e representantes regionais para um diálogo aberto sobre os resultados de 2024 e as perspectivas para o fundo de pensão.
O encontro teve como proposta aproximar os participantes da gestão da Funcef, promovendo a escuta ativa de dúvidas e sugestões. “Há tempos esta sala não estava tão cheia. Isso mostra a importância desse tema e de estarmos atualizados sobre nossos investimentos. É uma grande honra receber aqui os diretores da Funcef. A última vez que um presidente da Funcef esteve aqui foi há 40 anos”, destacou o presidente da AEA-PR, Valfrido Oliveira.
O evento também foi transmitido ao vivo e mais de 70 pessoas participaram online. O gravação disponível agora no canal do youtube da AEA-PR já conta com mais de 750 visualizações.
Resultados e perspectivas
Ricardo Pontes apresentou um panorama positivo da Funcef, com superávit registrado em todos os planos, em 2024, mesmo em um cenário econômico desafiador. Um dos pontos destacados foi o processo de imunização da carteira do REG/Replan, com a migração de ativos em renda variável para renda fixa, como parte da estratégia de maior estabilidade.
“Dentro do REG/Replan ainda havia muitos ativos em renda variável. Iniciamos em 2023 a transição desses ativos para renda fixa, consolidando nossa Política de Investimentos para os próximos anos”, explicou.
O gráfico de rentabilidade acumulada apresentado no encontro reforçou os resultados do ano:
Ele apresentou ainda números que mostram uma evolução no equilíbrio técnico ajustado do REG/Replan, que cai de R$ 1,78 bilhões negativos, em 2023, para R$ 340 milhões negativos, em 2024. Ricardo Pontes explicou que o valor limite para que haja um novo equacionamento é de R$ 5,3 bilhões negativos. “Sempre existe o fantasma do equacionamento preocupando os participantes, mas diante desses números e da atual política de investimentos, com a imunização da carteira, podemos concluir hoje que o risco de novos equacionamentos é remoto”, afirma.
Em relação ao Contencioso, o presidente da Funcef também informou sobre a negociação de um aditivo com a Caixa, o que possibilitou uma redução de mais de R$ 500 milhões no valor de provisionamento.
Redução das taxas de equacionamento e melhorias no atendimento
Jair Pedro Ferreira, diretor de Benefícios, abordou alguns avanços e conquistas da gestão, como a aprovação da redução de 43% nas taxas de equacionamento, que beneficiou mais de 53 mil participantes. Também explicou ajustes feitos nos contracheques de março.
O diretor destacou a fortalecimento do relacionamento com os participantes e melhorias no atendimento às demandas: Em 2024, foram realizados cerca de 100 mil atendimentos a mais do que em 2023, graças à modernização dos sistemas e canais de comunicação.
Participação ativa e respostas às dúvidas
Durante a reunião, os participantes puderam fazer perguntas diretamente aos dirigentes da Funcef. Um dos questionamentos foi sobre o fim do equacionamento do REG/Replan. Segundo Pontes, com o ajuste técnico e as perspectivas de resultados positivos para os próximos anos, os primeiros superavits que ocorrerem serão usados para reduzir o deficit a equacionar e existe uma chance concreta dessa redução gradual.
“Uma vez que nosso equilíbrio técnico passe a ser positivo, poderemos estudar o direcionamento do saldo para redução do valor a equacionar, desde que sejam atendidos todos os requisitos regulatórios”, aponta.
Outra questão levantada foi sobre as medidas tomadas para impedir a cobrança de Imposto de Renda sobre contribuições extraordinárias. Ricardo Pontes esclareceu que a Funcef está atuando sob três frentes: Administrativa, em negociações diretas com a Receita Federal; judicial, com ações ingressadas por entidades parceiras que representam os participantes; e política, por meio de articulações na Câmara e no Senado Federal para aprovação do PL 1739/2024.
Pontes também respondeu a questionamentos sobre os riscos de influência do governo federal na gestão dos investimentos. Segundo ele, a governança da Funcef passa por regulações técnicas rigorosas e decisões colegiadas com paridade entre representantes indicados e eleitos.
“Muitas mudanças aconteceram, nesses últimos anos, nas organizações e sistemas regulatórios para que tenhamos mais segurança. Vale destacar que hoje todos os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal são colaboradores da Caixa, os principais interessados pelos bons resultados da Funcef. Nossas decisões são técnicas e conduzidas por uma equipe de especialistas. Em relação especificamente ao REG/Replan, pela atual política de imunização da carteira, os investimentos de risco nem são possíveis”, afirmou Pontes
Aproximação e compartilhamento de informações
Outros temas abordados pelos associados incluíram a definição da meta atuarial, o Acordo das Mulheres pré-1978, empréstimos consignados e o Acordo de Leniência.
O presidente da Funcef avaliou positivamente a iniciativa: “Foi uma excelente reunião com muitas participações e esse é nosso objetivo: estar mais próximos dos participantes, conversando, tirando dúvidas, ouvindo sugestões e sendo transparente com todas as informações da Funcef”.
O evento foi transmitido ao vivo e pode ser assistido na íntegra, a qualquer momento pelo canal do youtube e instagram da AEA-PR.
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